Gegen den postmodernen Nihilismus

Contra o niilismo pós-moderno

Sinceramente, esse pessoal reclamando de um cachorro morto ainda me dará câncer. Pessoal que fica se doendo porque desta vez a violência foi gravada, mas e os outros cachorros que neste momento estão lá na rua apanhando de um monte de bêbados? E aqueles que estão morrendo de fome? Apesar de não gostar muito de Bauman, é fato que essa pós-modernidade é puramente líquida, inapreensível…mas não se preocupem! Há um lado bom nisso tudo: por ser uma pós-modernidade líquida, daqui a pouco surge outro vídeo e/ou notícia mais chocante que essa para então esse pessoal de Facebook poder fazer mais manifestações de sofá, odiar-se a si mesmo cada vez mais e mais, rogar cada vez mais e mais pragas contra a raça humana ou então resolver nossa violência com mais e mais violência! Uma violência mentirosa, uma vez que todos são corajosos na medida em que estão atrás de um monitor. O bem vencendo o mal com as mesmas armas que o mal usa para fazer o mal. E se não isso, a arma é a estagnação total, parada total para deixar nas mãos de Deus. Que venham dizendo que pelo menos estão fazendo alguma coisa, mas a realidade é que nada está sendo feito: se você acredita estar fazendo algo de bom quando comenta em algum lugar que não tem mais fé na humanidade ou quando você manda pro “safernet” o site do Koerich ou um vídeo de cachorrinhos em um balde sendo jogados no rio, então você é um ingênuo. Mas não se preocupe, pois você não está sozinho. Olhe pro teu lado, ele também é outro ressentido que vai te ajudar a denunciar todas as maldades que são feitas na internet! Pois, uma vez que da internet foram deletadas tais imagens horríveis (tais quais sites de pedofilia), é fato que a ação na vida real foi totalmente anulada! Parabéns, você ajudou uma criança a ser desestuprada; parabéns, você desafogou os cães; parabéns, você descremou o gato; parabéns, você tirou a fome daquela criança. Melhor do que ficar se enganando com esses placebos, é aceitar a realidade tal qual ela é (a realidade sempre foi cruel, a diferença é que hoje nós estamos tomando conhecimento disso mais rapidamente) ou sair e ir fazer alguma coisa de fato.

Der Trottel

O Otário

“Quem manda nessa porra sou eu!” – gritou a mulher, dando um tapa na cara do marido. Subiu as escadas em direção ao quarto, deixando o marido na sala sozinho, desolado, em prantos de desespero. Tudo o que o pobre homem desejava era ser amado, era dar de si tudo aquilo que ele mais tinha em seu cerne, tudo para a sua benquista e amada esposa. Mas ela desejava só as impossibilidades dele. O homem não aguentava mais isso, ele queria um amor que não cuspisse em sua cara, aquele verde escuro amarelado, típico de pneumonia ou tuberculose ou os dois juntos. O homem sobe ao quarto, deita em sua cama, vira-se à parede e apaga a luz. A mulher estava no banheiro escovando seus dentes, tudo o que havia no quarto era a luz do banheiro acesa. Enquanto ela passava fio dental entre seus dentes perfeitos, ela pensava o quão safado e gostoso era aquele marido seu, aquela bundinha – um tesão sem fim. Ela não aguentava ficar sem dar uns bons tapas nele, só para mostrar quem era a chefe de tudo aquilo, para mostrar que quem tinha o comando das rédeas era ela. Apagando a luz do banheiro, ela foi à cama e deitou-se, botando sua pélvis na direção do traseiro maravilhoso de seu marido. Ela o acariciava de um jeito único, aquele jeito que era típico de uma prefornicação – ele sabia o que lhe esperava. Ele então diz “Não, amanhã eu tenho de trabalhar” – mas quem disse que a vaidade feminina se contenta com uma negação? Como podia o cavalo dizer quando ele queria algo ou não? Com uma força descomunal, a mulher pega o rosto do marido com as mãos, vira-o de costas contra a cama e fica em cima dela, dizendo “Você não é nada, seu merdinha.” O marido se desespera, ele sabia que aquilo seria inútil, ele tinha a noção de que por mais que ele não quisesse, o que importa é que ela queria, o que importa é que ela desejava o corpo dele nela – não havia nada a ser feito senão ceder. A mulher tira a roupa do marido e começa a arranhá-lo, daquele jeito que ele mais gostava, do jeito que fazia o sangue escorrer pela cama e a pele toda ficar sob as unhas de sua amada. O homem gemia gozos mil só de a unha de sua querida passar rente ao seu olho. A mulher sabia que isso o enlouquecia, que dona não conhece seu animal? A mulher começou o estupro, o homem definitivamente não queria aquilo, mas ela o forçou, pois ela tinha a força, ele era apenas passivo – ele odiava isso, mas sabia que não tinha escolha, ele não podia desejar nada além disso. A mulher sabia que àquele ponto o homem já não podia falar uma palavra, principalmente por suas unhas cravarem contra sua boca. Aos poucos, a face da mulher começou a desvanecer, o homem estava louco. Seu próprio corpo estava se desfazendo, como se um ácido tivesse sido jogado nele, transformando-o numa massa que subiu pelo braço que o calava. A mulher, vendo aquilo, começou a apertar mais ainda sua boca, que era a única coisa morfe ainda. Eia! a boca tornou-se imorfe, mas só porque ela agora estava na mão da mulher. Quem pensa ser esse cavalo sem forma? Alguém que mande nela? O imorfe apontou para a porta, seu filho vira tudo. O imorfe cutuca-a e a devora. A mulher não conseguia parar de rir.