Die Selbstbildung

A formação-própria

Parece-me certo dizer que aquilo que há de mais impressionante no conhecer não é ele em si, mas o fato de esquecermos o que sabíamos para dar lugar ao que apreendemos de novo. É impossível olhar da maneira antiga algo que já obtemos mais conhecimento. No máximo, ela se mantém ali como uma forma de rememoração, mas nunca de memoração. Tão-somente para rirmos de como víamos as coisas, para saber reconhecer o erro – aí está um bom uso da rememoração. Mas quando estamos no ato de pensar e aprender, aquilo que tínhamos por certo cai por terra para permitir o reerguer de uma terra mais bonita e caótica. O aprender é um eterno esquecer, decerto, e isso porque temos ânsia pelo novo. O cristianismo (e todas as outras religiões) não permitiu nada além do oposto disso – 13 regras de fé, salmos, leis, sermões, isto é, dogmas. Se há religião, há falta do esquecimento, logo, não há educação, mas apenas doutrinação, que é o esquecimento do esquecimento. O aprendizado só é possível enquanto autônomo, enquanto lúdico.

Anúncios

Comentem!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s