Die Lebenestema

O videstema

As pessoas se preocupam tanto com a vida que – não, não direi que elas acabam por se esquecer de viver – se esquecem de que ela nada mais é do que um videstema. Segmentemos as ações de vida: todas parecem apontar para um mesmo local: as consequências funestas, as perdas. Dizem que se fumarmos muita maconha nosso cérebro perde neurônios, eles morrem. Mas de que vale isso? Ande na rua: há chance de um carro desgovernado te acertar; alguém te roubar ou sequestrar etc. Esquecem-se, portanto, de que a consequência de viver é morrer. Nasceu? Já está morrendo. Logo, a segmentação é válida e é passível de ser feito, mas e o que sobra dela? O que fazer? Não há meios de sobrevivência porque a vivência já é o limite – esse prefixo serve somente para os padres e seus cordeiros de forma geral. Nossa infância é o momento mais feliz de nossa vida porque não temos consciência de morte – não, não por ignorância, se fosse assim seria antes de tudo por sabedoria –, mas, isso sim, porque a vida está em seu auge, ela ainda é grande, afirmadora, de pouca memória. Muitas vezes isso perdura até a adolescência – ah, mas esses são bem felizes. Não porque aproveitam a vida sem pensar no futuro (pois a criança guarda seu brinquedo), esses são os tolos – mas me refiro aos afirmadores da vida, aos alegres sofredores. – Pois é, a vida é videstema.

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