Unvirtualitäten des Bodens

Desvirtualidades de chão

Respiro cada instante de paisagem com a inocência de incêndio espalhando mistério pelas montanhas, o céu de nuvens altas escassas é de um anil envolto em fagulhas de undosidade estática que dão uma densidade qualquer outra, densidade que se espraia por meus limbos. Não temo a noite de cores roxas que acontece, qual o primeiro astro que resplandece entre as brumas, e, por isso, só, andarilho anômalo de fronteiras onipresentes, cujo passo infantil ruma dançante ao centro limítrofe de cada passo, de toda estância que permanece junta às horas mascaradas — e tudo me compõe pra vazio, para a inutilidade de todos serem, e só eu estar.

Tenho quisto apenas onde ninguém pôde. Com efeito, os que estão aí se tornam ninguém, são preenchidos nas peles com o ermo que há entre cada átomo. Pudesse eu mais, eu não quereria; pudesse eu menos, sequer olharia — passar e deixar que passem, que saudade imensa do futuro. Que saudade imensa da minha novidade do futuro que outrora vivi. Os passos de rua de cada pessoa, burburinho de gente, de coisa viva, fragor de sonhos esturdiam por cada uma delas, tudo se eleva pra chão. Eu, só, miro, porque estou.

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Esta entrada foi postada em Sven.

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