Sinnestäuschung #2

– Já imaginou que triste seria uma vida feita só de alegria?

Na ausência de qualquer reação ela simplesmente calou-se.

– Assalta-me a ideia de encontrar uma resposta para a velha pergunta: como viemos parar aqui? Quem somos nós?

E então permanecemos em silêncio.

[…]

Passou-se um tempo. Aquilo não saía da minha cabeça.

[…]

Devaneios divagantes e fragmentados:

Devaneios: fragmento I

Aquela satisfação que tu sentes quando calado, gozando algo que não precisa ser defendido com palavras, criando ou sendo possuído por alguma criação, aprisione está sensação e não esqueça dela. Eu não temo a morte, temo que ela seja mais implacável e célere que o meu indolente descaso comigo mesmo.

Sinceramente? As pessoas nos cansam demais. Em relação aos outros, resta-nos aprender a abstrair os recursos que necessitamos para viver como escolhemos e nada mais. Vivamos reclusos dentre de nós mesmos; a verdadeira felicidade é aquela sentida no mais silencioso e escuro dia, no mais silencioso ambiente, e na mais completa solidão, o resto é vaidade e futura desilusão.

Devaneios: fragmento II

É tão difícil submeter o pensamento à realidade quanto a realidade ao pensamento. Traduzir ações e justificá-las em palavras. Tudo vai além do que está definido. Que bobagem e tolice estão contidas na tentativa de justificar as ações, o que nos importa são as sensações e nada mais. Maldita racionalidade humana. O pior não é nem a racionalidade razoavelmente aceitável, mas a racionalidade bestial do rebanho.

Devaneios: fragmentos III

– Dá-me de uma vez!

– O que, pois?

– Uma nova ilusão.

Devaneios: fragmento IV

Não há nada mais gostoso do que a doce fantasia de um solitário. Lembro-me das noites chuvosas, das noites de sono na minha cama quentinha, dos invernos gelados. Dos livros espalhados, devorados e depois abandonados. Lembro-me muito bem de tudo, ainda sou aquilo tudo. Aquilo que nunca existiu, exceto dentro de mim, e que nunca ninguém terá acesso. É como se fosse um segredo, um pacto secreto. Uma vida vivida dentro de si mesma, guardada e esquecida.

Devaneios: fragmento V

– Devemos aprender a viver.  Respondeu ela.

– Não. Devemos apenas viver, aproveitar o momento que nos foi dado da maneira que acharmos mais conveniente.

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Esta entrada foi postada em Gean.

2 comentários em “Sinnestäuschung #2

  1. Icaro disse:

    Leia a Bíblia e descubra as respostas, ela tem resposta pra todas as perguntas, olhe para Cristo e terá a resposta, ou você será transformada(o) totalmente por Ele ou você se revoltará ainda mais, lembrando que não tomar nenhuma atitude é uma das grandes revoltas.

  2. Gean disse:

    Não quero respostas, ao menos as repostas conclusivas,
    que não ensejem outras perguntas. Não preciso delas.

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