Matrimônio ao Dilúculo

                Doce criança que em tudo acredita, vai ao encontro da tua parceira matrimonial, com toda a altivez que o teu ser um dia teve e não olhes para trás. Queres fugir da tua solidão? Queres atrever-se ao desconhecido? Queres fazer da tua vontade a concretização objetivada pela tua companheira do fruto do amor? Que diz a tua vontade para ti? Escolheste isto, sacrificar tua solidão, às cegas? Ou escolhestes isso em meio dos teus pensamentos mais iluminados? Já não te basta ser estúpido soturnamente? Queres estender a tua estupidez ao lume social? Ou ainda escolheste isto por capricho do teu instinto mais animalesco? Tua lubricidade custar-te-á caro!

                Torturam-me a esta altura da madrugada, sob os olhares de Nix, esses meus questionamentos e as minhas autoexortações. Afinal, por que eu, amante incomensurável da solidão, desposar-me-ei? Serei eu um covarde ou um desbravador? Doce aurora de minha vida! Seja qual for a minha caminhada, que nunca me abandone o riso. Ó madrugada, doce companheira, tu não tens desapontado-me, és fiel, amena e sabe silenciar. Se Hera assim o quer, desposar-me-ia com maior felicidade sob o teu luar a refletir os solares raios dourados.

                Ó, doce criança que em tudo acredita, vai e não olhes para trás. Que Eros traga ao teu matrimônio uma linda criança e que ela se chame Nix. Ó doce criança, terás sempre onde repousar, sob os olhares de Ártemis, até a hora dilucular.

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