Krank

Eu só preciso dizer que eu estou aterrorizado com a vida. Com a incrível realidade dela. Com a finitude de tudo. Estou doente e isso não é segredo para mim. Há muito não consigo raciocinar com a ingenuidade de uma criança. Com a doçura de uma jovem apaixonada. Com o delírio da certeza ou com o niilismo de brilhantes filósofos. Estou incrivelmente aterrorizado e amedrontado com o hoje, o agora, o vir a ser incerto. Estou doente. Sim, doente. E isso não é literatura, não é um conto, não é isso ou aquilo. Isso é exclusivamente um pedido de socorro. Daqueles que fazemos em momentos de fé e que neste momento justamente pela falta dela caímos helicoidalmente num abismo de desespero e aflição.

 

 

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