Sobre

“‘Por que serei tão duro? — disse um dia o diamante ao carvão comum. — Não somos próximos parentes?’

Por que sois tão brandos? vos pergunto eu, meus irmãos: então não sois meus irmãos?

Por que sois tão brandos, tão pegajosos, tão frouxos? Por que há tanta renúncia, tanta abdicação em vossos corações? Tão pouco alvo no vosso olhar?

E se não quereis ser destinos, se não quereis ser inexoráveis, como podereis um dia vencer comigo?

E se a nossa dureza não quer cintilar e cortar a sachar, como poderíeis um dia criar comigo?

Pois os criadores são duros. E deve-nos parecer beatitude imprimir a vossa mão em séculos como em cera branda, e escrever sobre a vontade de milenários como sobre bronze — mais duros que o bronze, mais nobres que o bronze. Só o mais duro é mais nobre.”

Nietzsche – “Assim falou Zaratustra” – Das antigas e das novas tábuas

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