Und Zufriedenheit…

E sossego…

Botaram fogo no meio da imensidão florestal, raivosos, em fúria contra a persistência da chuva, que enchia os céus de branco diáfano, que se embrenhava pelos campos inóspitos, tornando-a símbolo popular de medo.

Imenso Kraken emerso das névoas que fizeram da floresta o mar — colossal, vivendo nos interregna de que provêm os caminhos dos homens, árvores da imaginação e galimatias do povo — oninvisível e onipresente.

E queima ardoroso o ódio dos homens, erguem-se torres flamejantes em pugna contra o empíreo que ousou, por longínquo tempo, arrancar-lhes a paz de calmos e aéreos éolos que acaricia os sentidos e lhes traz as mais saborosas e naturais lembranças de onde passara, e engendra historietas… E arde perene a chuva sobre a face, fomentando a destruição que traduz Deus do vetusto testamento e rememora a realidade árida: o povo da terra sofre do que gozou o altivo.

E é esse povo mesmo quem luta com a lumeosa espada, pelos próprios forjada, contra o torreão undoso e invisível dos nobres — e assim segue sua jornada a vida, até que quebre a arma ou o braço, que golpeiam o liso e imaculado mármore, que risonhamente lhes provê a luz e o fito; grita de si o Avante!, procurando uns o Kraken e a ascensão, procurando outros a bilheteria do teatro.

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Propaganda à minha exibição

Bom dia, senhoras! Bom dia senhores!
O dia certamente está lindo e o céu brilha nublado com sol aos poucos, trespassando os buracos que abrem as nuvens à sua imponente presença!
Viva ao dia que celebra os tempos! viva ao mundo! Dói a vida, mas mais vale viver que não o fazer!
O espaço é curto, as letras grossas… Pois que há convite aos respeitabilíssimos, e respeitabilíssimas, da nova arte, do novo tempo, da nova esperança, dos novos paradigmas… Ah! o tempo cheira bem e anseia veloz pelo brotamento forçoso do novo! :

Bem-vindos aos tempos de hoje! População: x¹.
Na rua das Figueiras, 010, às 20:00 horas da noite, oferecerei a escamosidade virginal de minha apresentação a vocês: apresentação primeira, seguida interiormente de explosão de sabores. Virgindade desaflorada — show repudiante até a Marquês de Sade(!) —, gostaria de dar-lhes a chance do único que será em minha vida, na nossa vida, na arte, no mundo, porque a arte é marteladas, batidas, espancamentos… o Sangue! Doces rubosidades da carne, banhada pelo que nos mata. Sede bem-vindos! Tomem seus lugares. O que quero apresentar é a dor — oh! sim, sim, e isso tudo ainda dará ensejos para cientificidades! pois o que eu tenho a oferecer é grandioso e único!
Sexo anal com direito a voyeurs, meu sexo, meu ânus, sem camisinha, quinze homens! Eia! eia! Sede bem-vindos, aproximem-se para a nova comédia dos costumes!

O espaço é curto, as letras grossas… Vinde!

ps: possíveis estremecimentos do chão à flatos podem suceder, não nos responsabilizamos por tempo perdido.